A distância é segura. Nuns países é de um metro, noutros 2, mas também existe quem recomende 4 metros. Pois bem, se a um ou dois metros já é difícil entender (ouvir) o que nos dizem, a 4 metros iríamos precisar necessariamente de equipamento de som

Mais uma vez, bom senso e, se estou parada numa fila, não é seguro, nem recomendado que tenha receio que um xico-esperto se intrometa e fique com o meu lugar. Parados e, em fila, devemos sempre guardar a distância segura que, por norma, está marcada no chão. Raramente olhamos para a sinalização, para esta e para outras que indicam, por exemplo se devo circular pela direta ou pela esquerda. Se cumprimos isso tudo na estrada, porque não fazemos o mesmo quando andamos a pé? Não é preciso ter carta de condução. Basta não estar distraído.

A distância segura é para cumprir e, sim, está sempre sinalizada no chão. Devemos guardar essa mesma distância segura na fila do supermercado, no transporte público, no gabinete de consulta, na farmácia, na padaria… No restaurante, a recomendação de distância é ainda de maior relevância, porque este é um espaço onde as pessoas estão sem máscara, logo eu não estou protegido e o outro também não…

A chamada distância de segurança é ainda importante porque o risco que podemos representar para o outro nem sempre é percetível. E, se já sabemos que a idade é um fator de risco, há outras situações, como doenças, que podem potenciar esse mesmo risco. Não sabemos, nem temos de saber, qual o risco da pessoa que está à nossa frente na padaria, mas temos a responsabilidade de respeitar essa mesma pessoa e todas as outras à nossa volta, se mantivermos as devidas distâncias.

Claro que estas distâncias são válidas para todos os outros que não habitam na mesma casa, porque se comemos todos à mesma mesa, não fará sentido colocar os membros da família a 2 metros de distância e, se a família for numerosa, a mesa teria de esticar e muito.

Ana Bernardino
(Médica, Anestesiologista; OM n.º 44282)

3 Responses

  1. Gostei de ler os três aspectos hoje focados.Tento cumpri-los. Mas por vezes falho, não pir querer mas por falha bumana: distração ou descentração.
    Para me proteger melhor também me informei sobre a inportância de cuidar da minha imunidade e como fazê-lo.

  2. É com profundo agradecimento que vou lendo estes vossos ensinamentos.

    No que se refere a distanciamento físico e designadamente no que concerne a crianças de tenra idade, qual o vosso entendimento relativamente ao distanciamento e quanto à presença de familiares que não os próprios progenitores?
    Agradeço a vossa opinião.
    Fiquem bem

    1. Bom dia, agradecemos o seu comentário e, tentamos, uma vez mais, prestar os melhores esclarecimentos sobre a dúvida que nos coloca. As pessoas com vulnerabilidade especial (idosos, sobretudo com obesidade, doença crónica pulmonar ou cardíaca descompensada, imunodeficiência, hipertensão mal controlada), devem guardar distância, mesmo das crianças “de tenra idade” que não partilhem o seu espaço familiar.

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