É no momento de encher o prato que temos de repensar as nossas opções. Andamos a fazer tudo ao contrário. Exageramos nas proteínas e nem damos pela falta dos legumes e das frutas. A balança está desequilibrada.
Desaprendemos o que é uma alimentação equilibrada e esquecemos as receitas das nossas avós. O que antes era empírico, hoje tem de ser reensinado e o que pomos no prato nem sempre reflete a melhor opção.
A regra principal deve começar por não consumir mais energia do que aquela que, efetivamente, vamos precisar de gastar. Não é isso que temos andado a fazer. Um mau hábito que, acompanhado pelo sedentarismo ou ausência total de exercício físico, nos tem guiado para o atual estado de obesidade e de complicações associadas.
À mesa, o nosso prato tem sempre excesso de proteínas animais, como carne, peixe e ovos, mas também de laticínios, enquanto os legumes e a fruta estão ausentes ou muito pouco presentes. Junte-se ainda a ingestão em excesso de sal, açúcar e gorduras e depressa se percebe que a nossa balança alimentar está muito desequilibrada e longe do que é recomendado.
A sugestão correta passa por consumir alimentos de grupos variados, na quantidade adequada e de acordo com a necessidade calórica de cada um. Há algumas regras bases e, por exemplo, a água não pode faltar, tal como a sopa, os legumes e a fruta. Há ainda alguns cuidados a ter e saber ler rótulos é um deles, pois de pouco adianta reduzir as quantidades de açúcar conscientemente se, muitas vezes, ele surge disfarçado com outros nomes e sem darmos conta. O açúcar pode estar camuflado com outros nomes que deve reter: xarope de glicose, xarope de milho, sacarose, glucose, dextrose, frutose, maltose, lactose, açúcar invertido e mel.
Saiba ainda que os chamados produtos “diets” não estão isentos de açúcar, apenas têm menos gordura e menos açúcar. Os doces, chocolates e/ou compotas não devem ser puramente eliminados, mas devem ficar restringidos a dias festivos.
Além do cuidado com o que se come, há ainda que reter a necessidade de praticar exercício físico, de forma regular e moderada. Vale tudo. Não é preciso treinar para uma maratona, subir escadas, andar, caminhar, nadar e andar de bicicleta são exercícios simples e acessíveis a todos nós, mas também imprescindíveis, pela relação direta que existe entre atividade física e o nosso metabolismo.
Não há uma receita única. Terá que haver bom senso e equilíbrio, entre a energia que se consome e a energia que se gasta. É esta a receita certa.