Não é comum existir um consenso mundial sobre determinada matéria, mas também há exceções à regra. O aleitamento materno é uma exceção e a sua prática consegue reunir o consenso mundial. Recomenda-se o regime livre e em exclusivo nos primeiros meses de vida
À saída da maternidade a taxa de incidência das mães portuguesas que iniciam o aleitamento materno ronda os 90%. Um mês depois, metade já desistiu. O projeto inicial não foi cumprido e a desistência é muito precoce, razão que justifica a implementação de medidas que provoquem a prática do aleitamento materno até aos seis meses de idade, em regime exclusivo e livre. É este o consenso mundial, baseado nos factos de este ser um alimento inigualável, insubstituível e com um valor inquestionável.
Se 90% das mulheres sai da maternidade com a decisão tomada e dispostas a amamentarem os seus filhos, é preciso perceber o que falha, para que, no espaço de um mês, este ato natural seja interrompido precocemente e sem chegar próximo da meta dos seis meses de idade. Ainda não há respostas para este facto, mas há certezas e consensos sobre os benefícios do aleitamento materno. Definem-se condições que têm de ser cumpridas e o regime livre é uma prática que todos defendem. Ou seja, não devem existir horários rígidos e o bebé deve comer quando tem fome.
A mãe deve aprender a perceber se a criança está mesmo a alimentar-se ou se está a usar o momento para ter uma chupeta e, se nuns casos, alguns bebés mamam 90% do que precisam em 4 minutos, outros há que gostam de prolongar as mamadas até aos 30 minutos. Mesmo os recém-nascidos não são todos iguais. Depois, há ainda alguns segredos que não têm sido passados de geração em geração, nem valorizados porque o aleitamento materno foi uma prática desvalorizada e interrompida em meados do século XX, consequência da industrialização, movimentos feministas e pelo desaparecimento da família alargada.
Hoje, pretende-se ajudar as mães a não desistirem. Sublinha-se o regime livre no ato da amamentação e buscam-se as antigas sabedorias que hoje foram esquecidas, como seja a importância de se esvaziar primeiro um peito e só se a criança ainda continuar com fome é que deve ser oferecido o segundo peito, caso contrário guarda-se este para a próxima mamada.
Chupar e esvaziar a mama é o segredo para que a mãe tenha uma maior produção de leite. Claro que o stress, que hoje tanto nos afeta, não é amigo da lactação e é o responsável pela retenção do leite, não permitindo a sua expulsão, um fator que pode ajudar a explicar as elevadas taxas de desistência, logo ao fim de um mês, uma barreira que é necessário superar.
Com o hábito, a natureza fará o resto, mãe e filho acabam por aprender a descodificar os sinais de comunicação que se criam no momento da amamentação, porque o sucesso deste projeto também depende da qualidade desta interação.
Boa tarde, Fazem partos nesta clinica?
Obrigado
Boa tarde, sobre a sua questão, informamos que não temos maternidade.