Há uma arquitetura perfeita dentro de cada um de nós. Construções altamente especializadas, capazes de absorver impactos, movimentos de rotação e de suportarem carga. Foram precisos milhares de anos para chegar a este estado de adaptação, mas há um preço a pagar por esta verticalidade. A postura que escolhemos terá repercussões.


O acumular de maus hábitos, más posturas ou de gestos obrigatoriamente repetidos não pode ser inocente e tem consequências. A forma como nos sentamos numa cadeira ou como nos atiramos para um sofá deve tornar-se num gesto pensado e corrigido. A flexibilidade é inerente e o esqueleto também se adapta às posições em que o colocamos, só que esta acomodação é também um dos piores inimigos da coluna.

A longo prazo o desequilíbrio instala-se. Sempre que a coluna sofre acomodação, seguem-se os desvios estruturais e funcionais de atitude, que acabam por levar a adotar posturas de compensação. Se assim não for, fica aberto o caminho para o desequilíbrio e toda esta construção altamente especializada acaba por criar alterações nas estruturas e funções.

Como consequência, os músculos deixam de ser tão poderesos na atuação e os amortecedores ou “almofadas” perdem funções. A coluna vertebral cede. A flexibilidade diminui, os movimentos podem ser dolorosos. Chegam as dores de costas com mensagens de desorganização do equilíbrio que ameaça instalar-se.

O defeito não é apenas seu. Sete em cada dez portugueses sofrem de dores de costas. Se negligenciarmos esta dor, a estrutura mecânica acabará por sofrer um desgaste antecipado. A degenerescência da coluna pode chegar antes de os cabelos ficarem todos brancos ou de a pele ficar bastante enrugada.

Para ler o artigo na íntegra consulte a Revista Olhares

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